Quando eu era adolescente meu sonho era ser escritora. Existem livros que justificam a ‘profissão’ escritor: um escritor autêntico tem que partir da motivação X, ou um escritor autêntico tem que partir da motivação Y... É tipo fórmula para emagrecer. Cada época tem a sua moda, e você pode emagrecer um pouco por um tempo, depois tudo volta. Por dentro, você não se sente uma magra natural.
Tenho pensado no porque das coisas. A gente sabe do que a gente gosta, mas se começam a nos cobrar porque, as coisas se complicam e tudo fica incerto. Se confiarmos no que deveria ser, no que seria certo, no que seria lógico... nos perdemos completamente.
Existe sim a recompensa. O resultado. Mas esforço não é tudo. Tempo conta. Ah, se conta. A gente esquece do tempo natural das coisas, do que está acima de nós. Racionalmente sim, podemos aprender, podemos fazer, existe lógica. Mas enquanto em grande parte desse aprendizado estamos nos esforçando, em uma parte divina dele somos resultado das coisas da vida. O tempo de absorção e a adaptação são externos ao nosso auto controle, à nossa lógica.
E isso é muito bonito. As pessoas, o afeto, o respeito, o carinho, os impulsos, o cuidado... Essas manifestações podem até ser parte de um certo esforço mínimo, mas em peso e intensidade, elas vêm do além. Daquela humanidade extra e inexplicável que há em alguns de nós e em alguns momentos preciosos da vida, que nos arrebata de surpresa e faz a vida valer a pena. Mesmo sem recompensa lógica.
A recompensa é o próprio sentimento, o momento da concretização interna da abstração. Algo que certamente existe e nos torna mais fortes e mais completos, mas não é validado pela lógica por não ter cor, cheiro, gosto, peso, formato nem valor monetário.
É isso o que ainda impulsiona o meu desejo de escrever. É a falta disso em alguns momentos da vida que me traz dúvidas em relação ao que eu faço e ao que eu sou.
A falta de resposta, a simpatia gratuita, que nasce por geração espontânea sem nenhum motivo lógico nem como resultado de recompensa de esforço ou dedicação, que quando temos sorte se desenvolve em sentimento genuíno (aí está a definição de sentimento genuíno!), é a graça da literatura e do cinema.
A palavra chave é: pessoas.
E hoje, finalmente, elas estão comigo, por mais solitária que eu esteja no meu percurso. Elas estão no meu pensamento, sem cobranças, gratuitamente, e eu sou livre.
Por me abrirem as portas para suas complexidades individuais e ocasionais sou eternamente grata.
Tenho pensado no porque das coisas. A gente sabe do que a gente gosta, mas se começam a nos cobrar porque, as coisas se complicam e tudo fica incerto. Se confiarmos no que deveria ser, no que seria certo, no que seria lógico... nos perdemos completamente.
Existe sim a recompensa. O resultado. Mas esforço não é tudo. Tempo conta. Ah, se conta. A gente esquece do tempo natural das coisas, do que está acima de nós. Racionalmente sim, podemos aprender, podemos fazer, existe lógica. Mas enquanto em grande parte desse aprendizado estamos nos esforçando, em uma parte divina dele somos resultado das coisas da vida. O tempo de absorção e a adaptação são externos ao nosso auto controle, à nossa lógica.
E isso é muito bonito. As pessoas, o afeto, o respeito, o carinho, os impulsos, o cuidado... Essas manifestações podem até ser parte de um certo esforço mínimo, mas em peso e intensidade, elas vêm do além. Daquela humanidade extra e inexplicável que há em alguns de nós e em alguns momentos preciosos da vida, que nos arrebata de surpresa e faz a vida valer a pena. Mesmo sem recompensa lógica.
A recompensa é o próprio sentimento, o momento da concretização interna da abstração. Algo que certamente existe e nos torna mais fortes e mais completos, mas não é validado pela lógica por não ter cor, cheiro, gosto, peso, formato nem valor monetário.
É isso o que ainda impulsiona o meu desejo de escrever. É a falta disso em alguns momentos da vida que me traz dúvidas em relação ao que eu faço e ao que eu sou.
A falta de resposta, a simpatia gratuita, que nasce por geração espontânea sem nenhum motivo lógico nem como resultado de recompensa de esforço ou dedicação, que quando temos sorte se desenvolve em sentimento genuíno (aí está a definição de sentimento genuíno!), é a graça da literatura e do cinema.
A palavra chave é: pessoas.
E hoje, finalmente, elas estão comigo, por mais solitária que eu esteja no meu percurso. Elas estão no meu pensamento, sem cobranças, gratuitamente, e eu sou livre.
Por me abrirem as portas para suas complexidades individuais e ocasionais sou eternamente grata.

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